Fonte: Revista Época
Carlos Ghosn, o brasileiro que constrói os automóveis do futuro.
Os requisitos para que alguém se torne um diretor da Fundação Fórum Econômico Mundial são: integridade, visão global, experiência na gestão de empresas ou instituições públicas e conhecimento das relações internacionais. Poucas pessoas preenchem esses critérios - e Carlos Ghosn, como Kofi Annan e a princesa Rania, da Jordânia, é uma delas. Ghosn é, provavelmente, o mais autêntico líder de negócios em escala global. Dirige com sucesso duas empresas em dois países muito diversos culturalmente: a Renault, da França, e a Nissan, do Japão. Ghosn é um cidadão do mundo. Mas o país que mais o marcou é o Brasil, onde nasceu. O que eu mais admiro nele é sua liderança no desafio das mudanças climáticas mundiais. Ele reconhece a importância dos veículos com baixa emissão de carbono não apenas por conta de sua importância nos negócios - mas, acima de tudo, por ser alguém que se preocupa genuinamente com o nosso planeta. Ghosn mostrou a líderes de todo o mundo a importância de enfrentar a questão climática. Quando a história dos negócios no século XXI for escrita, seu nome figurará nela com destaque.